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Filtros de ar asseguram a vida de pacientes em hospitais

Eles evitam infecções e garantem a qualidade do ar

Quanto mais distante dos agentes causadores de infecções oriundas da má qualidade do ar, melhor é a vida e recuperação de todas as pessoas que passam pelos hospitais, sejam elas pacientes, do corpo clínico e demais funcionários. Parece trivial, mas ainda hoje é comum ocorrerem problemas causados pela ausência de investimentos relacionados a um ambiente limpo e livre desses parasitas, fungos.  Porém, colocar a vida de pacientes em risco devido à morbidade e mortalidade associadas a determinados patógenes do ar pode estar com os dias contados. Raphael Matias, gerente de marketing da Airfree, fabricante de filtros de ar, acredita que a preocupação demonstrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o tema pode reverter esse quadro. “Conhecendo os problemas em potencial advindos da má qualidade do ar, o órgão está em vias de publicar uma rígida lei para promover o controle da qualidade de ar em ambientes hospitalares e de saúde”, explica.


O problema é realmente sério. Segundo dados da Anvisa (2000), ocorrem aproximadamente 50 mil óbitos anuais devido a infecções, que já ocupam o terceiro lugar como causa de morte da população, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito e doenças vasculares. 


Filtro Airfree reduz grande quantidade de microorganismos

Steril-Zone: tecnologia de raios UVC potencializa efeito germicida

Na proteção dos ambientes hospitalares, os filtros de ar desempenham papel de destaque indo justamente ao encontro do que a saúde exige. A Airfree, por exemplo, garante que em doze testes realizados em laboratórios independentes ao longo do mundo com seus produtos destinados a hospitais, a média de redução de bactérias foi 82% e de fungos 86%. “Importante ressaltar que se trata de reduções da carga microbiana no ar de ambientes em situação normal de uso (com ocupação de pessoas e objetos), e não, na saída de ar do equipamento onde a redução é 99,9% de qualquer microorganismo, seja fungo ou bactéria”, destaca Matias. Os equipamentos Airfree P80, complementa ele, podem interferir nas taxas de infecção hospitalar na medida em que reduzem, em grande proporção, a quantidade do bio-aerosol (quantidade de microorganismos presentes no ar). A empresa recomenda a utilização de um aparelho a cada 40 m² para assegurar a drástica redução do bio-aerosol. Para áreas maiores, devem ser utilizados mais aparelhos. Há outros modelos.


Gislaine Alcantara, assistente de marketing da TROX , que represente o Steril-Zone, explica que o produto foi lançando recentemente no mercado brasileiro, indicado para qualquer ambiente onde haja preocupação com microorganismos no ar como os quartos de hospital, por exemplo.  De origem americana, o grande diferencial, segundo ela, está na alta eficiência em emissão de energia na banda UVC, a que elimina microorganismos. “Quando comparada a similares nos Estados Unidos, o emissor usado pela Steril-zone se provou seis vezes mais eficiente que o mais próximo concorrente”, afirma.Os purificadores Steril-Zone, complementa Alcantara, usam três tecnologias: de raios UVC - (Luz Ultra-Violeta de banda "C") com alto efeito germicida para limpar o ar dos microorganismos, além da tecnologia de filtragem HEF (High-efficiency filter), que removem mais de 95% de alérgenos e particulados de até 0,3 microns e retem mais de 90% das partículas com medida de 0,01 microns. Por fim, a tecnologia de filtro de carvão ativado XL, que mantém a absorção das substâncias químicas em suspensão, dos gases e odores e da fumaça de cigarro ao longo das 9.000 horas de vida útil do conjunto filtrante.



Identifique o produto adequado


De acordo com a arquiteta Célia Bertazzoli, especializada em projetos hospitalares, além de seguir as legislações que arregimentam cada ambiente dentro de um hospital, a identificação dos locais onde o filtro será instalado é um elemento preponderante na escolha de um produto adequado. “Obviamente seguindo os critérios da RDC 50, é necessário também separar bem os filtros que serão usados por questões de conforto daqueles que desempenharão um papel mais técnico. Numa sala cirúrgica, por exemplo, as necessidades da qualidade do ar são bem maiores, o que deve ser compreendido ainda durante o projeto”, comenta. Para ela, o maior desafio do ponto de vista arquitetônico quando se fala em qualidade do ar é oferecer soluções integradas no projeto com os engenheiros de instalação. “Fazer interferências no rebaixamento de forros, entre outras ações, devem ser contemplados na infra-estrutura”, indica aos gestores desses espaços.



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