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Projeto encoraja a interação entre pesquisadores do câncer

Atualizado: 9 de Mai de 2019

Nova unidade do Helen Diller Family Câncer Research Building reúne pesquisadores antes alojados em edifícios diferentes


Fotos: Brad Feinknopf


Situado na Third Street, a artéria principal de veículos e corredor de bonde, o centro é a porta de entrada para o Campus. FOTOS: Brad Feinknopf

O átrio liga os cinco pavimentos, congregando pesquisadores

A nova unidade do Helen Diller Family Câncer Research Building (HDFCRB) dobra o espaço de pesquisa do câncer da University of Califórnia, San Francisco (UCSF), e reúne pela primeira vez sob o mesmo teto cientistas antes alojados em edifícios diferentes. Instalado em um dos maiores centros de investigação biomédica dos Estados Unidos, o Helen Diller Family Comprehensive Cancer Center (HDFCCC), o prédio foi projetado pelo arquiteto uruguaio Rafael Viñoly com linhas e materiais que reforçam o vocabulário visual do Campus Mission Bay.

O edifício é formado essencialmente por duas caixas que abrigam três programas diferentes de pesquisas sobre o câncer: uma peça vertical revestida em mármore e uma seção mais longa, envolta em aço prateado, virada para norte.

Os laboratórios são abertos com Bancadas e estantes com altura móvel adaptam-se às pesquisas

As duas formas se encontram acima do átrio de vidro. A parede sul revestida de travertino sobe em linha reta na calçada e na outra extremidade da estrutura desce em direção a área de um futuro parque.


O edifício em L é dividido em duas alas e se desenvolve em torno desse átrio de cinco andares, como uma interpretação poética do site, do programa e da missão da universidade, que toma forma iluminado e aberto para o interior. A primeira ala contém laboratórios de pesquisa, enquanto a segunda abriga escritórios para os investigadores e bolsistas de investigação principal.

O lobby no térreo ostenta um auditório com 70 lugares, compartilhados por três departamentos, e liga a Third Street -- uma artéria de importante via de tráfego e corredor ferroviário leve -- à uma praça à oeste, abrindo-se para o átrio de cinco andares, cercado por varandas e coberto por clarabóias.


A conexão entre os pavimentos é feita por escadarias abertas e pontes pedonais. O fechamento de vidro maximiza a sensação de abertura. E as vistas para todas as direções que se expandem para a paisagem promovem um forte senso de orientação, local e da comunidade.


Os laboratórios abertos no segundo e no terceiro andar contem sistemas de prateleiras e bancada modulares com alturas ajustáveis, concebidas para fácil reconfiguração pelos pesquisadores. A medida que as necessidades forem surgindo esses espaços poderão incorporar áreas de distribuição de instalações, gases de laboratórios e infra-estrutura.


As janelas externas de cada laboratório possuem vidros gradeados, toldos para controle da entrada da luz natural e do conforto térmico. O teto abobadado com telha acústica reflete os raios do sol e dão profundidade a sala.


Devido à natureza do solo, neste projeto caldeiras e geradores ficaram no primeiro andar, e não no sub-solo.



A OBRA

Proprietário: University of California, San Francisco Arquitetura: Rafael Viñoly Financiamento: família Helen Diller Construção: Hunt Construction Área: 15.239 m2 Custo: US$ 135 milhões



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