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Práticos e flexíveis, forros modulares ganham espaço no tratamento acústico de hospitais

Graças à aplicação de tecnologias mais avançadas, centros de saúde hoje têm opção de utilizar produto feito com fibra mineral, mais durável e esteticamente mais agradável, para fazer a forração de tetos em todos os ambientes


Bonitos, flexíveis e funcionais, forros modulares podem ser aplicados até nas áreas críticas dos hospitais

A tradicional imagem da enfermeira com o dedo em riste diante da boca não surgiu à toa. Dentro de qualquer hospital, independentemente de seu tamanho, silêncio é fundamental para pacientes, médicos e enfermeiros. Um tratamento acústico completo começa sempre pelo teto, onde o tipo de forro colocado deve ter alta capacidade de absorver ruídos e ser, ao mesmo tempo, bonito e funcional. A solução mais moderna e eficiente para atender a essas demandas são as placas modulares de fibra mineral, um produto importado capaz de proporcionar equilíbrio entre estética e flexibilidade.

Tratamentos contra fungos e bactérias permitem uso das placas inclusive em vestiários

Corredores são locais com alto índice de ruídos e podem ser tratados acusticamente com forro mineral

Fábio Miceli Teixeira, diretor do Grupo Knauf AMF no Brasil, assegura que a aplicação dessas placas em substituição aos pesados tetos de gesso rebaixados possui amplos benefícios. O primeiro e mais importante deles diz respeito à contribuição para o conforto acústico no interior dos ambientes. “A fibra mineral é um absorvedor acústico, enquanto os outros materiais não são. O gesso, por exemplo, reverbera o som dentro de um quarto”, aponta.


Existem normas técnicas – NBR 12179, NBR 10151, NBR 10152 – que determinam o nível de ruído que deve existir dentro de cada ambiente hospitalar, como quartos, corredores e salas cirúrgicas. Tais especificações devem sempre ser analisadas durante a escolha dos elementos que serão utilizados nessas instalações.


Outro ponto positivo dos forros modulares é a alta flexibilidade, uma das principais exigências dos edifícios de saúde atualmente. Montados com placas que se encaixam em perfis de aço, eles podem ter sua estrutura modificada a qualquer tempo, mesmo depois que a obra estiver pronta. “Os arquitetos especializados sempre dizem que o hospital é uma obra viva. Quando uma etapa é finalizada, já é hora de ampliar e reformar novamente. Com os forros modulares, não há necessidade de quebra-quebra e sujeira. As placas são apenas retiradas do local e montadas com a nova configuração”, comenta Miceli. Segundo o especialista, o tempo de montagem de um forro com placas removíveis de fibra mineral é 90% menor do que o gasto com o uso de gesso.


Além de mais rápido, os forros modulares são muito mais higiênicos, o que permite modificações menos traumáticas para os hospitais. Quando é preciso fazer alguma espécie de manutenção em uma estrutura de gesso, por exemplo, muitas vezes a sujeira e o barulho provocados pela intervenção interditam todo um andar. Com as placas de fibra mineral, porém, uma área muito menor sofre esse tipo de incoveniente - e por um tempo consideravelmente menor.


Contudo, eficiência técnica não é o único ponto a ser considerado quando se planeja um edifício de saúde, em que a beleza e harmonia do ambiente influenciam diretamente na recuperação do paciente. Nesse sentido, Miceli acredita que houve uma evolução significativa e providencial nos produtos importados para o Brasil. “Há casos de clientes que solicitam nossas placas mais caras apenas para que o hospital tenha a aparência de um centro médico dos Estados Unidos ou da Europa. O efeito estético conta muito também.” Atualmente, há uma grande diversidade de formatos das placas, bordas e acabamentos que podem ser utilizados em praticamente todos os ambientes.



Classificação da Anvisa


De acordo com a resolução RDC nº 50 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as diferentes áreas dos hospitais são classificadas como não-críticas, semi-críticas e críticas. Para cada uma delas, há tipos de forros especiais que devem respeitar normas de higiene, segurança e assepsia.


Nos ambientes de uso comum, como almoxarifados, escritórios e salas administrativas, qualquer tipo de forro mineral pode ser aplicado. Em banheiros, alas de internação, ambulatórios – classificados como áreas semi-críticas – é necessário usar placas que tenham o menor número possível de frestas e que resistam a processos maiores de limpeza e descontaminação. Já nos setores críticos (salas de cirurgia, UTIs, berçários etc.), os forros removíveis devem ter juntas seladas com acrílico, índice de absorção de água inferior a 4% e não podem interferir na assepsia.

Efeito estético causado em áreas como recepções é mais uma vantagem dos forros modulares

“Para as áreas semi-críticas e críticas, as placas recebem um tratamento durante seu processo de fabricação. Elas já vêm prontas para serem instaladas”, destaca Miceli. Batizados de Hygena e Bio-Pruf, esses dois tipos de tratamento das chapas têm o objetivo de impedir o surgimento de fungos e bactérias comuns nas aplicações com gesso.


O diretor da AMF ainda aponta o cuidado extra que deve ser tomado com os corredores dos hospitais. O trânsito de funcionários, carrinhos e equipamentos produz um alto nível de barulho, que pode afetar a acústica de quartos e enfermarias se o produto adequado não for especificado.


PARA SABER MAIS


Knauf AMF Brasil Site: www.amf-brasil.com.br Telefone: (11) 3539-3930




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