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Chile cria centro médico a baixo custo com concreto armado

Adaptação de prédio da prefeitura local para funcionar como centro de saúde para população de baixa renda é concluída em dois anos, sem a necessidade de fazer profundas reformas estruturais para criar ambiente de qualidade


O layout interno utiliza cores claras e suaves para deixar pacientes e visitantes mais confortávei

Nascido a partir de um edifício onde funcionava a sede do centro comunitário de Villa La Reina, cidade na região metropolitana de Santiago, capital do Chile, o Centro de Saúde Familiar projetado pelo premiado arquiteto Humberto Eliash é um exemplo de como tecnologias mais simples e baratas podem ser usadas para melhorar o atendimento médico à população. Antes de ser inaugurado, o prédio sofreu intervenções na fachada e no interior utilizando estruturas de concreto armado e aparente, o que permitiu maior aproveitamento da luz natural sem que fosse preciso realizar profundas mudanças estruturais no edifício. 


Janelas assimétricas valorizam iluminação natural e dão mais conforto aos usuários

Essa opção feita no caso chileno teve impactos diretos nos custos e no tempo despendido na obra. O trabalho para unir qualidade no ambiente físico e melhorias na funcionalidade de um prédio que não havia sido projetado para ser um centro de medicina demorou dois anos para ser concluído. O conjunto ficou pronto em 2005 e sua execução teve um custo relativamente baixo, cerca de US$ 600 mil.


Antes de entrar em funcionamento como posto de saúde, o prédio construído em 1982 precisou se modernizar para atender novos conceitos e normas de segurança e acessibilidade para deficientes físicos. Uma das maiores mudanças foi a demolição das paredes na esquina nordeste para que fosse construído ali um cubo de concreto armado aparente, com aberturas de janelas assimétricas que permitem a entrada de luz natural. É nesse novo espaço, com linhas mais arrojadas e totalmente integrado ao projeto urbanístico, que os pacientes são recebidos e encaminhados até os consultórios. A colocação de um novo sistema de ar-condicionado e calefação em todo o edifício também assegurou mais conforto a todos os usuários.


O conforto de crianças e pacientes que ficam na sala de espera foi outro aspecto contemplado. No pátio interno do edifício, um cubo de concreto parecido com o da fachada foi construído no pátio para centralizar as salas de espera e encaminhamento.  Em sua volta existe uma área aberta destinada às crianças que estão na fila para atendimento, rodeada de jardins, remetendo à obra do arquiteto e designer finlandês Alvar Aalto – um toque de arte dentro do edifício hospitalar. 


No interior do centro médico, cores vibrantes como o vermelho ajudam os usuários a identificar setores

Nos corredores e consultórios, a equipe do escritório de Eliash, Eliash Arquitetos adotou um padrão de identificação dos ambientes bastante singular, mas muito eficiente. São três cores fortes e vivas – vermelho, amarelo e laranja – usadas em setores específicos, que orientam os usuários pelos pavimentos e salas de consulta. Em harmonia com o jogo de luzes e sombra criados com as aberturas das janelas, que dão a impressão de terem sido feitas de forma aleatória, causam uma sensação de amplitude dentro do centro médico.


Atualmente, o Centro de Saúde em La Reina atende uma população de 38 mil pessoas, em uma das regiões mais carentes do Chile. O local administrado pela prefeitura local funciona como posto de vacinação, ponto de distribuição de leite e cestas básicas e possui consultórios para consultas principalmente voltadas para a medicina preventiva.

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